segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Evangélico, ator que vive Roni em Avenida Brasil torce para que personagem seja gay


Evangélico, ator que vive Roni em Avenida Brasil torce para que personagem seja gayEvangélico, ator que vive Roni em Avenida Brasil torce para que personagem seja gay
Aos 21 anos, Daniel Rocha, o Roni de “Avenida Brasil”, estreou na rede Globo vivendo um papel controverso. A novela de João Emanuel Carneiro mostra que embora esteja casado com Suelen (Isis Valverde), não consegue esconder o ciúme ao ver seu amigo e colega de time Leandro (Thiago Martins) com Beverly (Luana Martau).
Essa sexualidade dúbia parece agradar o ator. “Eu não sei o que o João Emanuel pretende fazer. Mas, para mim, como ator, é bem mais interessante que Roni fique com Leandro. E se rolar o beijo gay, faço, por que não? Sem problemas. Sou ator”, explica.
O argumento pode parecer estranho para alguém que diz ter sido criado na igreja evangélica. Seu pai é pastor da Assembleia de Deus, mas para ele fé e profissão não se misturam: “Creio numa coisa, tenho fé nisso, mas não misturo com a profissão. Tenho cabeça aberta. O que tiver que fazer, eu faço”, ressalta.
Para ele isso é um desafio. “Acho interessante o ator trabalhar assim, sem saber se é ou não é. Porque o ser humano não é uma coisa só. Você nunca é aquilo, é muito mais”, acredita.
Curiosamente, na trama o jogador de futebol vivido por ele é filho de Soninha Catatau, uma ex-atriz pornô que hoje é evangélica.
Ele começou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), grupo experimental de São Paulo, comandado por Antunes Filho. Mas algum tempo atrás ele quase largou tudo e foi para a Austrália, onde pretendia cursar Gastronomia e se aperfeiçoar nas artes cênicas.
Com o convite para a novela decidiu ficar no país.  Conta ainda que embora goste de sair à noite, não bebe e não fuma. Praticou boxe dos 13 aos 17 anos. Daniel estudou violino por dez anos, por influência do pai.
“Fui criado na igreja, meu pai sempre gostou de que eu e meu irmão (Thiago, de 24 anos) fizéssemos atividades culturais. Eu tinha 5 anos, doido para ir ao McDonald’s, e era levado para a Sala São Paulo para assistir a concertos. Vi alguém tocando violino e gostei. Meu irmão toca sax”.
Nascido no Rio e criado em São Paulo, ele explica que após a novela terminar, em outubro, pretende retornar às raízes teatrais. Mas quer continuar TV, de preferência, emendando um personagem no outro.
Com informações O Globo

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