sexta-feira, 21 de junho de 2013

Governo teme que protestos cheguem à Jornada Mundial da Juventude



O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, disse nesta sexta-feira (21) que a presidente Dilma Rousseff está preocupada com os atos de vandalismo que se espalharam pelas manifestações pelas principais cidades do País . “As manifestações acabam sendo palco de vandalismo. É triste ver a Esplanada como amanheceu”, disse o ministro se referindo aos estragos provocados no Palácio do Itamaraty e em outros prédios públicos.
“Não iremos aceitar e no momento oportuno a presidente irá se manifestar”, disse o ministro.
Nesta sexta-feira, o primeiro compromisso da presidente foi uma reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para fazer uma avaliação dos protestos. Cardozo tem trabalhado em contato com governadores e prefeitos de todo país para montar um diagnóstico detalhado sobre cada cidade ou Estado onde as manifestações ocorreram.
Ao comentar os protestos desta semana, Carvalho demonstrou que o governo teme que o clima de violência se repita durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) , programada pela Igreja Católica para o final de julho. Esse evento terá a participação do papa Francisco no Rio de Janeiro.
“O governo está preocupado com o que está acontecendo hoje no país. Até porque, pode acontecer na Jornada ( Mundial da Juventude ), não igual, mas nesse clima de protestos. Temos que estar preparados para possíveis manifestações”, disse o ministro.
Carvalho rebateu as críticas de que o governo não tem se expressado sobre as manifestações e disse que entendeu o “recado” das ruas pedindo por mudanças.
“Nosso governo tem se expressado. De um lado celebramos a democracia, achamos que as manifestações são importantes porque significam o engajamento em busca dos direitos. Agora, ao mesmo tempo, temos que entender que as manifestações estão demandando mudanças. Representam insatisfação popular, de forma mais ou menos adequada”, ressalvou.
O ministro defendeu que o clima de protestos é também fruto de uma classe que emergiu durante os governos petistas e que se tornou mais exigente em relação aos serviços prestados pelo Estado, em todas as suas esferas, e em relação ao comportamento dos políticos.
“Vemos diversas bandeiras, o fim da corrupção, serviços de mais qualidade. Estão exigindo do governo atitudes”, disse o ministro. “Estão a mostrar que essa grande camada de brasileiros que emergiu quer novos direitos. Nós mesmos criamos as condições para que houvesse um novo padrão de exigência. Temos agora que atender esse novo tipo de movimento”, disse Carvalho, durante uma reunião para organizar a jornada, no Palácio do Planalto.
Fonte: Ig

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