segunda-feira, 24 de março de 2014

Igreja “da moda” dispensa pastores “ao vivo” no púlpito

Igreja “da moda” dispensa pastores “ao vivo” no púlpitoIgreja "da moda" dispensa pastores "ao vivo" no púlpito
Toda vez que uma ou mais igrejas conseguem obter sucesso com algo “diferente”, não demora muito para que sejam imitadas por outras. Muitas vezes, a inovação é registrada em algum livro ou curso e reproduzido em diversas línguas pelo mundo. Pode ser algo como “Igreja com Propósitos”, vinda dos EUA ou “G12”, da Colômbia, que tiveram aceitação em várias partes do mundo.
A mais nova “onda” vinda dos Estados Unidos é a multisite church [Igreja em vários lugares], que basicamente aluga diferentes espaços em cidades ou até mesmos Estados longes da sede para servirem como um cinema onde assistem via telão, a pregação do pastor daquela noite.
Alguns modelos fazem a transmissão via internet em tempo real, outras optam pelo uso de DVDs, ficando assim uma semana atrasada em relação à sede. Há quem opte por ter sua banda de louvor local, executado da forma tradicional antes da projeção. O sistema de igreja em vários lugares conta com um ou mais pastores locais, que dão continuidade ao trabalho rotineiro, de visitação e discipulado, mas todo o ensino vem pelo telão.
Pregadores conhecidos como Mark Driscoll e Andy Stanley estão usando o sistema há alguns anos, mas uma pesquisa recente indica que cerca de um em cada 10 evangélicos norte-americanos já frequentam uma congregação neste sistema.
O estudo da Leadership Network/Generis aponta que atualmente cerca de 8.000 igrejas usam o sistema, que começou a ser monitorado em 2010. As chamadas “Igrejas satélites” atualmente funcionam inclusive em outros países de fala inglesa.
Segundo os dados divulgado este mês
- Até o final de 2013, as igrejas multisite cresceram em média cresceu 14% desde que implantaram o sistema.
- A grande maioria (88%) afirma que teve um aumento na participação dos leigos, que assumem cargos nas diferentes “igrejas satélites”.
- A tendência é crescente, sendo que 60% optaram pelo modelo multisite, ao invés da abertura de congregações novas, nos últimos cinco anos.
- Quase metade (47%) das igrejas satélites funciona numa área rural ou em uma cidade pequena.
- 37% tornaram-se satélite através de uma fusão com ministérios maiores.

Warren Bird, diretor de pesquisa da Leadership Network, ministério dedicado a fornecer apoio e treinamentos a igrejas, aponta que tudo começou com megaigrejas (congregações com 2.000 ou mais membros), mas atualmente até igrejas de pequeno porte tem usado o sistema.
O relatório chama a atenção para a diversidade de modelos, onde igrejas satélites ocupam desde teatros até espaço alugado em auditórios de escolas públicas. Há caso de grandes cidades que possuem satélites em bairros diferentes, por questões de logística de mobilidade urbana.  Jim Sheppard, presidente da Generis, empresa de consultoria que copatrocinou o relatório, alertou que nem sempre funciona, sendo que na média uma em cada dez igrejas satélites acaba fechando.
A ideia de multisite é um local intermediário para aqueles que já tinham o costume de assistir cultos pela TV e/ou pela internet no conforto de suas casas. Entre os entrevistados, mais de 50% dizem não se importar em não ter contato direto com os líderes da igreja sede, mas afirmam já conhecer o/s pastor/es responsáveis pela pregação transmitida pelo telão.
Os líderes da igreja mutisite relatam que eles estão encontrando maior aceitação entre os chamados “sem igreja”, que buscam conveniência e encontravam dificuldades em fazer parte de outras comunidades mais tradicionais. Para algumas denominações regionais, como os Metodistas Unidos, abrir igrejas satélites foi a opção mais viável para cortar custos e evitar fechar templos com pouca frequência. Com informações Religion News.

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