segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Doença do Apocalipse: Mais 68 Mortes por Ebola em uma Semana e Aumento de 20% de Novos Casos


Desde 23 de junho mais 68 pessoas morreram pelo Ebola visto que o surto continua a controlar a África Ocidental. O número de casos confirmados subiu de 635 para 759 durante o mesmo período.
A maioria das mortes foram na Guiné, mas há um número crescente de casos na Libéria e Serra Leoa.


Ministros da Saúde dos três países afetados vão juntar-se às vizinhas Costa do Marfim, Mali, Guiné-Bissau e Senegal, bem como Uganda, República Democrática do Congo, Gâmbia e Gana, que hospedará uma reunião de emergência convocada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Há cada vez mais relatos de famílias que escondem aqueles sofrendo de Ebola e isso vai causar um grande aumento nos casos de acordo com especialistas.

A doença infecta seres humanos através do contato próximo com animais infectados, incluindo chimpanzés, os morcegos frugívoros e antílopes florestais.

Ele então se espalha de uma pessoa para outra: por contato direto com sangue contaminado, fluidos corporais ou órgãos, ou indiretamente através do contato com ambientes contaminados, tais como enfermarias de hospital e salas de doentes. As roupa de cama e toalhas ensanguentadas, muitas vezes lavadas para reutilização quando as famílias estão cuidando de vítimas em casa também contribuem para a disseminação.

Até mesmo os funerais das vítimas do Ebola podem ser um risco se os enlutados têm contato direto com o corpo do falecido.

Aqueles que se recuperam do vírus podem permanecer infecciosos por até sete semanas, e é fundamental que durante este tempo os procedimentos de risco biológico permaneçam, algo que atualmente não está acontecendo, pois as pessoas deixam o hospital e voltam para casa.

Da Sky News:

Em um dos centros de infecção de alto risco estabelecidos em Foya, na Libéria, os médicos insistiram que nós, assim como eles, tomássemos precauções extremas.

Isso incluiu usar duas camadas de roupas de proteção da cabeça aos pés, e por cima por um equipamento impermeável ​​tudo-em-um, máscaras de rosto e cabeça , luvas duplas, aventais grossos de plástico, óculos resistentes e botas de borracha.

Entre as vítimas estava uma enfermeira que contraiu o Ebola depois de cuidar de uma pessoa que morreu mais tarde por causa do vírus.

A enfermeira Elizabeth Smith estava deitada em uma cama ao lado de uma outra enfermeira que havia contraído o Ebola do mesmo paciente que ambas haviam tratado.

Mas a senhora Smith estava significativamente mais fraca do que sua colega de trabalho. Ela não levantou a cabeça quando entramos e sua cama estava encharcada de sangue.

Nenhuma das mulheres tinham percebido que elas estavam tratando um paciente com Ebola, por isso não tinham tomado nenhuma das precauções que suas colegas estavam tomando.

Duas delas pulverizaram a senhora Smith com desinfetante, por suas pernas, pés, mãos e braços, enquanto se encontravam a uma distância de um braço em suas roupas da cabeça aos pés e viseiras de proteção. Cuidadosamente, elas apanharam os braços e a ajudaram a ficar em pé, antes de acompanhá-la pelo corredor da tenda até a área de alto risco.

Aqui, cada paciente é um caso confirmado de Ebola, as chances são de que 90% deles vão morrer.

A letalidade assustadora do Ebola, além da ignorância em torno dele e da falta de uma cura, tem levado ao pânico a equipe médica nesta área.

Francis Forndia, administrador do Foya-Borma Hospital, onde parte da equipe médica morreu após o tratamento de vítimas, disse-nos que os seus trabalhadores simplesmente fugiram depois que as enfermeiras começaram a morrer.

"É difícil fazê-los voltar, mas conseguimos convencer alguns a voltar, explicando-lhes como eles são necessários", disse ele.

O Ebola não tem cura, e a taxa de mortalidade é superior a 90%. Ele tem um período de incubação entre 2 à 21 dias o que dá as pessoas que não tem ideia de que estão infectadas tempo de sobra para deixar a África Ocidental e chegar em qualquer lugar do planeta. Atualmente não há restrições de viagens internacionais a partir de qualquer das áreas afetadas.

Os sintomas incluem:

* Febre alta e danos ao sistema nervoso central
* Hematomas na pele
* Sangramento pelos orifícios do corpo, incluindo os olhos devido a problemas de coagulação
* Liquefação dos órgãos internos




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