quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O PT e a falência da família

A Lei de Haddad e a falência da família
Um método comum dos governos de esquerda é o de criar problemas para depois entregar soluções mágicas. Funciona!
As pessoas não percebem que o diabo que as quer no Inferno se disfarça de anjo e oferece mapas para o Paraíso.
O Partido dos Trabalhadores tem se esforçado para roubar da família e entregar ao Estado os direitos e responsabilidades pela educação moral das crianças e dos jovens.Na verdade, o ataque à família é mais antigo.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) atomizou nossa capacidade de sanção penal diante de abusos cometidos por jovens. O ECA não protege as famílias; antes coloca pais contra filhos, alunos contra professores, o Estado contra a sociedade.
Dizem que ele foi criado para garantir proteção às crianças e adolescentes. Na verdade, o ECA funciona como um salvo indulto perpétuo para que certos jovens de péssimo caráter possam praticar os crimes mais hediondos…contra os demais jovens!
A violência contra os jovens brasileiros aumentou 326% nas últimas décadas, segundo o Mapa da Violência 2013, publicado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Preste bem atenção, caro leitor: os dados acima são do próprio governo.
Estado X Autoridade Paterna
Em todas as sociedades antigas e contemporâneas a tarefa de oferecer parâmetros morais e disciplinar crianças e jovens esteve e está nas mãos dos pais. As culturas e religiões variam, mas todas reconhecem o pai como o paladino da família.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”, diz o versículo 6 do capítulo 22 de Provérbios. A Bíblia define claramente os papéis e orienta os pais a disciplinarem seus filhos.
Os petistas não concordam com a Bíblia. Eles têm esse direito. 
O que eles não podem é destruir um modelo civilizacional que – religião à parte – garantiu a sobrevivência da família enquanto instituição ao longo dos séculos.
A famigerada Lei da Palmada é a tentativa mais explícita dos petistas nesse sentido.
Sob a desculpa de proteger crianças e adolescentes de castigos físicos, a referida lei na prática esvazia a autoridade paterna e a substituí pelo Estado.
Quando a então deputada federal Maria do Rosário apresentou este nefasto projeto de lei, justificou que muitas crianças são tratadas com crueldade por seus pais. Será que ela não sabia que a legislação já prevê punição aos pais que praticam abusos?
A punição aos abusadores já está prevista na lei. Não é outra lei que fará com que os abusadores se sintam intimidades. A aplicação rigorosa da legislação vigente é muito mais eficaz. Mas a Lei da Palmada serve a outros propósitos.
A referida lei só funcionaria se crianças e adolescentes se tornassem delatoras dos próprios pais. Os petistas certamente pensaram nisso. Eles sabem que a lei causaria um tremendo conflito no interior das estruturas familiares.
A Lei da Palmada não foi aprovada. Ainda.
Mas os petistas passaram a última década trabalhando intensamente para vender a ideia de que o Estado deve ser responsável por tudo, inclusive pelos filhos dos outros.
Disfarçado de Anjo
Na véspera do Natal, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad publicou no Diário Oficial da Cidade um decreto proibindo qualquer tipo de aparelho sonoro sem o uso de fones de ouvido no interior dos ônibus da cidade de São Paulo.
A restrição também se aplica aos celulares. Caso a pessoa se recuse a desligar o equipamento, a medida autoriza a convocação da polícia.
Haddad está fazendo o papel de “pai rigoroso” que os próprios pais dos jovens que abusam do barulho não podem exercer por causa do ECA que os petistas idolatram.
O prefeito foi elogiado por muitos cristãos. Mas ele só fez o gesto para se aproximar dos setores conservadores agora que sua popularidade está em queda.
O petista está tão empenhado em conquistar os conservadores que também sancionou a lei que restringe a emissão de ruídos por veículos em vias públicas para combater os “pancadões”. Sou absolutamente favorável à lei contra os “pancadões”.
Mas não ignoro que as soluções mágicas de Haddad respondem aos problemas causados pelo processo de esvaziamento da autoridade paterna e desconstrução da família, processo no qual os petistas têm participação ativa.
Cada vez mais o Estado usará a crise da família para substituir os pais. A crise é tão grave que a intervenção estatal no seio familiar será aceita de bom grado pelos pais destituídos do seu papel e encurralados pelos filhos.

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