quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Casal dá testemunho em igreja evangélica, confessa homicídio e termina preso


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O testemunho de conversão de um casal em uma igreja evangélica ajudou a Polícia Civil de Manaus a obter mais pistas sobre um assassinato no último mês de agosto, e terminou com a prisão de ambos.
Raissam de Souza Miranda, 19 anos, e sua esposa, Denize Araújo Cândido, 23, grávida de três meses, foram presos na última semana, após a Justiça emitir um mandado contra eles.
Eles foram presos após testemunharem seu passado de drogas e homicídios. Raissam havia contado aos fiéis que havia cometido seu primeiro assassinato aos 10 anos de idade, e que nesse meio tempo, já havia matado outras quatro pessoas.
Como o casal deu detalhes dos crimes, algum fiel procurou a Polícia: “Nossos policiais receberam uma informação que o casal estava participando de um culto. Os investigadores foram até a igreja, se passaram por fiéis e prenderam Raissam e Denize com o mandado de prisão”, disse o delegado Ivo Martins.
Segundo Martins, a Polícia ainda busca informações sobre outros envolvidos na morte do protético dentário Ildo Lopes da Silva, 53, torturado e amarrado com fios antes de ser morto a pauladas meses atrás. Um dos procurados é José Bento da Rocha Neto, 18 anos, primo de Raissam, que está foragido, e outros dois adolescentes, que participaram do assassinato de Rocha Neto.
“Descobrimos na igreja que Raissam participou de um homicídio em 2006, ainda estamos fazendo levantamentos das outras mortes que ele participou aqui na capital”, explicou o delegado.
À Polícia, Raissam disse que apenas amarrou Rocha Neto com fios: “Quando eu sai de lá ele ainda estava vivo. Eu tinha usado cocaína, maconha e ‘loló’. Não roubamos nada dele. A primeira vez que matei tinha 10 anos”, disse Raissam Miranda.
Sua esposa, Denize, afirmou que não estava na casa da vítima, pois tinha passado mal por conta do abuso de drogas. O casal foi indiciado por homicídio qualificado, segundo informações do site D24AM.
O delegado afirmou que não pôde configurar o crime como latrocínio, apesar de itens do protético dentário terem sido roubados, porque os criminosos foram ao local com a intenção de matá-lo, e só depois decidiram roubar seus pertences.

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