sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Audiência de conciliação entre pastor e delegado termina em agressão física e tiroteio

Audiência de conciliação entre pastor e delegado termina em agressão física e tiroteio
Uma audiência que tentava conciliar duas partes envolvidas em uma ação de danos morais terminou com um homem ferido à bala no V Juizado Especial Cível, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Participavam da audiência o delegado Henrique Pessoa, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), contra um membro da igreja Geração Jesus Cristo, liderada pelo pastor Tupirani da Hora Lores.
Tupirani já foi condenado anteriormente por crime de intolerância religiosa, pois havia publicado artigos em blogs pregando o fim da Assembleia de Deus e também conteúdos contrários a religiões de matriz africana.
A advogada do delegado, Luciana Pessoa, afirmou que o pastor e seus seguidores vêm perseguindo Henrique Pessoa nas redes sociais.
Em 2010, quando foi preso por depredar um centro espírita, o pastor Tupirani teria iniciado uma perseguição ao delegado: “Desde então ele vem sendo atacado nas redes sociais e existem várias ações do delegado contra os integrantes dessa igreja”, disse a advogada.
O homem baleado no Juizado é Carlos J. Gomes, de 29 anos, que estava entre as pessoas que acuaram o delegado na saída da fracassada audiência de conciliação. O delegado foi atigindo na cabeça, e para se defender dos membros da igreja, sacou a arma e a disparou para o chão. O tiro atingiu Gomes na região do abdômen, e ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto e socorrido. Seu estado de saúde é estável.
Segundo informações do G1, o delegado também foi atendido em um hospital e passa bem. O pastor Tupirani protestou contra a atitude do delegado: “Isso é um absurdo, ele me agrediu e depois atirou contra os meus fiéis. Por que ele não foi preso em flagrante? Um PM chamado Jacó estava no local e abandonou o local do crime para acompanhar o delegado. Ele saiu de carro e agora tá no hospital? Como pode?”, questionou.

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