segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Rússia proíbe adoção de crianças por casais gays e cidadãos solteiros

Rússia proíbe adoção de crianças por casais gays e cidadãos solteirosRússia proíbe adoção de crianças por casais gays e cidadãos solteiros
O governo da Rússia proibiu a adoção de crianças por casais homossexuais e por cidadãos solteiros. A nova lei tem como objetivo “garantir a defesa” das crianças.
A lei proíbe a adoção para “pessoas do mesmo sexo, casadas conforme a legislação dos países que permitem esse tipo de união, assim como aqueles que forem solteiros”.
A medida afeta cidadãos russos e estrangeiros, mesmo aqueles onde em seus países a união gay é legalizada, que tenham interesses em adotar crianças russas. São 14 países que aceitam a união entre pessoas do mesmo sexo, entre eles Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Argentina, Dinamarca, Uruguai, Nova Zelândia e França.
O Brasil, que já reconhece a união estável entre homossexuais, também acaba sendo atingindo pela lei russa. Se algum casal formado por dois homens ou duas mulheres tiver interesse em adotar uma criança russa terá o pedido negado.
“O cumprimento desta disposição ajudará a aperfeiçoar o procedimento de entrega de crianças a famílias de cidadãos da Federação Russa e a estrangeiros, bem como garantir a defesa dos direitos e interesses destas crianças”, diz a nota emitida pelo governo.
Em 1º de janeiro deste ano a Rússia tinha 106.646 órfãos ou crianças sem a tutela dos pais, um número 36% menor do registrado em 2009. Para facilitar a adoção, o governo suspendeu a necessidade de apresentar uma certidão técnico-sanitária da residência dos futuros pais adotivos e também reduziu de 15 para 10 o prazo para a aprovação da adoção.
A Rússia tem medidas severas a respeito do homossexualismo. Em junho do ano passado uma lei, aprovada com 436 votos a 0, proibiu a propaganda de relação sexuais “não tradicionais”. Uma pesquisa realizada com a população mostrou que 88% dos russos aprovaram a proibição da chamada “propaganda gay”.

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