terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Reconhecimento do ministério pastoral feminino por Batistas pode influenciar demais denominações evangélicas, diz revista

Reconhecimento do ministério pastoral feminino por Batistas pode influenciar demais denominações evangélicas, diz revista
Pastora Zenilda Reggiani Cintra
O reconhecimento do ministério pastoral feminino pela Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) repercutiu entre os cristãos e na sociedade como um todo. A recenteordenação da pastora Luciana Pessanha Lacerda dos Santos fez com que outros casos semelhantes fossem retratados nas mais diversas publicações.
A revista Época destacou a importância do fato lembrando que a Convenção Batista Brasileira (CBB) ser o segundo maior grupo de fiéis entre os evangélicos, e a histórica influência que a denominação exerce nas demais denominações do país.
“Algumas práticas, como o batismo de adultos, e a doutrina, que prega que a salvação é alcançada pela fé, e não por uma predestinação divina, aproximam os batistas dos grupos pentecostais e neopentecostais”, escreveu o jornalista Ruan de Sousa Gabriel.
Em entrevista à revista, a pastora Zenilda Reggiani Cintra afirmou que a decisão de reconhecer o ministério feminino é um avanço: “A decisão da Ordem facilita o caminho para a ordenação de outras mulheres que atendem ao chamado de Deus”.
“Hoje, as igrejas estão em permanente diálogo. Decisões como essa têm impacto sobre todos os grupos”, comenta a teóloga Sandra Duarte de Souza, professora da Universidade Metodista de São Paulo.
Para destacar a influência dos batistas no cenário nacional, o jornalista Sousa Gabriel observa que a primeira Assembleia de Deus do Brasil foi fundada por dissidentes da Primeira Igreja Batista do Pará, e que o missionário R. R. Soares, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) era membro de uma Igreja Batista antes de ajudar seu cunhado, Edir Macedo, a fundar a Igreja Universal e posteriormente, a IIGD.
A importância das mulheres no ambiente eclesiástico vem ganhando destaque na sociedade, e as declarações recentes do papa Francisco de que é preciso valorizar a atuação feminina na Igreja Católica contribuiu para uma maior atenção da mídia ao assunto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário