quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Bolsonaro perde eleição e petista assume Comissão de Direitos Humanos

Bolsonaro perde eleição e petista assume Comissão de Direitos HumanosBolsonaro perde eleição e petista assume CDHM
Por 10 votos a 8 o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) perdeu a disputa pela presidência da Comissão de Direitos e Minorias da Câmara (CDHM). A eleição aconteceu na tarde desta quarta-feira (26) dando vitória para o deputado Assis do Couto (PT-PR).
Bolsonaro tentou ser indicado pelo partido para o cargo, mas uma manobra política fez com que o PT voltasse a controlar a CDHM.
Para ser eleito, o deputado do PP apresentou uma declaração do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) atestando a legitimidade de uma candidatura própria nas comissões.
Bolsonaro tinha o apoio dos parlamentares evangélicos que fazem parte da CDHM, mas os votos não foram suficientes para que ele ocupasse o posto deixado pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP).
Couto é um deputado petista considerado “moderado”. Católico, ele é contra o aborto e a favor do Estatuto do Nascituro, o que não agrada alguns deputados aliados do PT.
“Sou católico, tenho um princípio familiar que é contra o aborto de forma indiscriminada e aberta. No entanto, eu tenho o entendimento que o Estado, que nós temos um problema de saúde pública gravíssimo em torno dessa questão do aborto e que muitas vezes escondemos esse fato atrás de uma questão religiosa”, disse ele.
Entre as propostaçs apresentadas na comissão este ano Couto quer defender o direito humano à alimentação e tratar de outros assuntos como os direitos das pessoas de deficiência e os graves casos de violência doméstica. “Esta é uma comissão aberta ao povo para o cumprimento dessa missão”, afirmou.
Criada em 1995, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara foi presidida 13 vezes por deputados do PT, três vezes pelo PDT, uma vez pelo PC do B, PPB e PSC. Este último ganhou a comissão por uma escolha do PT que preferiu as comissões de Seguridade Social e Família, Relações Exteriores e Comércio e Constituição e Justia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário